E escreva... e escreva... e escreva... não como um diário ou rascunho, mas como o script da peça da vida (e SEM revisão).
Desbravar os mares e apreciar as incertezas... e registrar somente onde realmente importa: na história das nossas vidas.
Será que duramos até Julho?
Pô, se eu esperei até agora pra aparecer,...
sábado, 9 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
As maravilhas da Cidade Maravilhosa (ou apenas uma delas)

Alguns ventos costumam ser mais fortes que outros... e esses mesmos ventos costumam nos levar mais longe do que algum dia esperamos ir. E os planos mudam e se confundem à todo instante, e as viagens parecem cada vez mais esperadas e perigosas. As expectativas acabam se transformando em agonia, e logo a agonia vira ansiedade (e é uma sequência tão grande que nem eu, que adoro escrever, vou me atrever a explicar)...
Passar o dia inteiro no trabalho pensando no que vai ser daqui em diante, no como vou administrar certas idéias e responsabilidades. A busca por um novo emprego me maltrata: tenho apenas alguns dias pra mudar, senão começam as reuniões de início de ano, e logo não vou ter tempo nem para viver mais.
E passar o dia pensando em como me adaptar à vida na decisão alheia. Vou precisar, afinal, pretendo casar cedo e morar sozinho logo.
É uma barbaridade pensar num futuro pra si precisando de outras pessoas... só Jack poderia me acompanhar nessa empreitada, em toda essa viagem, saquear novos portos e levar deles as mais belas donzelas (ou melhores e mais intrigantes derrotas). Só Jack poderia me ajudar a desbravar esses mares... mares em que ele mesmo um dia já navegou.
O dia acabando e eu pensando, numa estranha agonia: quais as coisas que realmente valem à pena? Será que vale à pena largar tudo e atravessar tempestades por pessoas tão defeituosas como nós? Será que vale à pena esperar horas e horas por cartas que podem nem chegar?... Não sei, ninguém sabe... pode ser que naufrague nas piores ilhas ou descubra os melhores tesouros... ou pode ser que retorne sem o sofrimento do naufrágio ou os louros da vitória.
Tentar?
Sim, sou louco!
Sim, eu tenho medo!
Sim, eu VOU conseguir!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Reorganizando... ou tentando
Resolvi dar um up nessa barca aqui!
E catando pelo Google alguma imagem que realmente reflita um nascer de sol de minha linda Highland, encontro diversas coisas... dentre elas alguns registros da tarde de neve de 2006.
Lembro que estava em uma rotineira visita à minha avó, pouco perto de minha casa... e no caminho pensava na neve, e na vida, e na vida com neve, e neve sem vida. E paralelos se formavam, os mesmos paralelos que me vieram à mente agora.
Linda idéia de que flocos de neve são belos... e simples, ao menos externamente. E eles derretem, derretem em nossas mãos, assim como sentimentos e lembranças: derretem e somem de acordo com o como manuseamos a bagaça (e muitas vezes independente do como cuidamos, somem mesmo assim).
Hoje passei o dia pensando em coisas estranhas... estranhas e úteis, ao menos pra mim.
Pensei no quanto esse blog é desatualizado, e no quão pouco as pessoas devam se interessar em ler os imensos textos que nele habitam. Minha vida não importa, acho que por isso que eu mesmo fiz questão de enxergar isso aqui simplesmente como um bloco de anotações virtual a fim de que seja preservado o conteúdo em caso de fatalidade iminente no meu HD.
E passei o dia pensando no como estou perto... e longe.
No como foi trash ser acordado às dez da manhã pra ouvir discurso sobre futuro, profissão, opção e bla bla bla. Quase vinte anos na cara e nenhuma perspectiva de futuro, sem um emprego decente, sem salário decente, achando que pode tirar férias a qualquer momento.... enfim, muita coisa que me gastariam horas e horas pra responder, e que no final da resposta me traria um "vai ser como EU quiser". Não adianta lutar contra isso.
Notei no quanto minha vida tá legal até, fora a falta que o Jack me faz.
Vi que a minha banda precisa de uma renovação, vi que quero morrer cedo (caso não case antes dos 21), vi que muita coisa deve ser mudada na minha cabeça, e muita coisa ainda tenho pra fazer. Vi que meus planos andam jogados às traças e que eu preciso dar um recall neles.
Sobre ultimamente:
ando sentindo umas coisas estranhas, ando meio inconsequente demais, e isso é quase melhor que bom.
Andei pensando numa coisa que eu escrevi há MUITO tempo, e que tem ilustrado meu perfil no orkut: "tudo o que é bom pra nós, é de certa forma nosso também, mesmo que apenas em pensamento ou vontade
tudo que parece ser o melhor pra nós é inalcançável... alguns vão atrás, outros não, pq afinal... aparências enganam... ou não!"
e de uma outra que tem ilustrado minha vida à partir de alguns dias atrás, quando a escrevi no trabalho:
"E todas a palavras que eu dissesse ou sequer pensasse em dizer soariam, não como mentiras, mas como tentativas quase que inúteis de dar forma à algo muito maior que qualquer canção de amor ou qualquer verso pressuposto por quaisquer sentimentos predefinidos e abraços apertados que afogam dores sem sequer encontrar."
Eu não sou um bom poeta, sou só um compositor... nem sequer sei como delimitar versos que não sejam por palhetadas.
...
Eu sei, à essa hora é besteira demais pra uma pessoa só pensar e ainda por cima publicar, eu sei eu sei!
Mas ó, vou me recompor, organizar minhas idéias... e hoje, ao final do dia, irei explicá-las... e exigo entendimento ok!
E catando pelo Google alguma imagem que realmente reflita um nascer de sol de minha linda Highland, encontro diversas coisas... dentre elas alguns registros da tarde de neve de 2006.
Lembro que estava em uma rotineira visita à minha avó, pouco perto de minha casa... e no caminho pensava na neve, e na vida, e na vida com neve, e neve sem vida. E paralelos se formavam, os mesmos paralelos que me vieram à mente agora.
Linda idéia de que flocos de neve são belos... e simples, ao menos externamente. E eles derretem, derretem em nossas mãos, assim como sentimentos e lembranças: derretem e somem de acordo com o como manuseamos a bagaça (e muitas vezes independente do como cuidamos, somem mesmo assim).
Hoje passei o dia pensando em coisas estranhas... estranhas e úteis, ao menos pra mim.
Pensei no quanto esse blog é desatualizado, e no quão pouco as pessoas devam se interessar em ler os imensos textos que nele habitam. Minha vida não importa, acho que por isso que eu mesmo fiz questão de enxergar isso aqui simplesmente como um bloco de anotações virtual a fim de que seja preservado o conteúdo em caso de fatalidade iminente no meu HD.
E passei o dia pensando no como estou perto... e longe.
No como foi trash ser acordado às dez da manhã pra ouvir discurso sobre futuro, profissão, opção e bla bla bla. Quase vinte anos na cara e nenhuma perspectiva de futuro, sem um emprego decente, sem salário decente, achando que pode tirar férias a qualquer momento.... enfim, muita coisa que me gastariam horas e horas pra responder, e que no final da resposta me traria um "vai ser como EU quiser". Não adianta lutar contra isso.
Notei no quanto minha vida tá legal até, fora a falta que o Jack me faz.
Vi que a minha banda precisa de uma renovação, vi que quero morrer cedo (caso não case antes dos 21), vi que muita coisa deve ser mudada na minha cabeça, e muita coisa ainda tenho pra fazer. Vi que meus planos andam jogados às traças e que eu preciso dar um recall neles.
Sobre ultimamente:
ando sentindo umas coisas estranhas, ando meio inconsequente demais, e isso é quase melhor que bom.
Andei pensando numa coisa que eu escrevi há MUITO tempo, e que tem ilustrado meu perfil no orkut: "tudo o que é bom pra nós, é de certa forma nosso também, mesmo que apenas em pensamento ou vontade
tudo que parece ser o melhor pra nós é inalcançável... alguns vão atrás, outros não, pq afinal... aparências enganam... ou não!"
e de uma outra que tem ilustrado minha vida à partir de alguns dias atrás, quando a escrevi no trabalho:
"E todas a palavras que eu dissesse ou sequer pensasse em dizer soariam, não como mentiras, mas como tentativas quase que inúteis de dar forma à algo muito maior que qualquer canção de amor ou qualquer verso pressuposto por quaisquer sentimentos predefinidos e abraços apertados que afogam dores sem sequer encontrar."
Eu não sou um bom poeta, sou só um compositor... nem sequer sei como delimitar versos que não sejam por palhetadas.
...
Eu sei, à essa hora é besteira demais pra uma pessoa só pensar e ainda por cima publicar, eu sei eu sei!
Mas ó, vou me recompor, organizar minhas idéias... e hoje, ao final do dia, irei explicá-las... e exigo entendimento ok!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
...
E eu simplesmente não me importava (ou PARECIA não me importar) até ver aquele guarda-roupas vazio.
Passamos tantos anos acreditando que muita coisa era perfeita, mas não era. E passamos tantos anos fingindo (e rindo de quem admitia não ter) um ambiente perfeito pra se viver. E ríamos e abusávamos até mesmo da nossa ignorância. E víamos tudo como uma bela piada.
Mas chega o dia que o rico cansa de ser rico, e o perfeito cansa de assim ser. E tal qual humanos devem ser, nos desfazemos de certos detalhes das nossas vidas, e passamos a aceitar a realidade e a buscarmos novos caminhos... e esquecemos promessas, e esquecemos aquilo que um dia foi felicidade... e esquecemos do quanto FOMOS felizes e do quanto PODERÍAMOS ser felizes...
E diversos verbos no pretérito perfeito, e diversas coisas que poderiam ser (mas não foram e nunca serão)... e tudo isso à nossa volta nos mostra que somos humanos.
Que acabamos de entrar em um novo ano, e que como em todos os outros, só vimos (e só vêm a nós) problemas ao invés de soluções. Novos problemas, novos desafios, novas ilusões, novos rumos a esquecermos de seguir, novas obrigações que vamos furar... e olhamos nos nossos espelhos manchados e vemos que estamos mais velhos... que o novo ano só nos trouxe mais rugas, e que só acumulamos coisas que deveríamos ter dito e não dissemos.
Mas num momento breve de coragem, falamos tudo aquilo que deveríamos ter dito... e que SE ditos na hora certa talvez destruissem possibilidades de certos problemas virem a aparecer. Mas de nada adianta... chorar pelo leite derramado e pedir desculpas pelos erros que já não importam mais. São só soluções para amores mal resolvidos, nunca mudarão nada que possa vir.
Sejamos fortes, novo ano, novas dúvidas, novas angústias... e novos ânimos!
Sejamos fortes e tenhamos sorte!
((uma homenagem à primeira conversa de pai para filho que tive na vida com o dito cujo em todos esses anos de vida))
Passamos tantos anos acreditando que muita coisa era perfeita, mas não era. E passamos tantos anos fingindo (e rindo de quem admitia não ter) um ambiente perfeito pra se viver. E ríamos e abusávamos até mesmo da nossa ignorância. E víamos tudo como uma bela piada.
Mas chega o dia que o rico cansa de ser rico, e o perfeito cansa de assim ser. E tal qual humanos devem ser, nos desfazemos de certos detalhes das nossas vidas, e passamos a aceitar a realidade e a buscarmos novos caminhos... e esquecemos promessas, e esquecemos aquilo que um dia foi felicidade... e esquecemos do quanto FOMOS felizes e do quanto PODERÍAMOS ser felizes...
E diversos verbos no pretérito perfeito, e diversas coisas que poderiam ser (mas não foram e nunca serão)... e tudo isso à nossa volta nos mostra que somos humanos.
Que acabamos de entrar em um novo ano, e que como em todos os outros, só vimos (e só vêm a nós) problemas ao invés de soluções. Novos problemas, novos desafios, novas ilusões, novos rumos a esquecermos de seguir, novas obrigações que vamos furar... e olhamos nos nossos espelhos manchados e vemos que estamos mais velhos... que o novo ano só nos trouxe mais rugas, e que só acumulamos coisas que deveríamos ter dito e não dissemos.
Mas num momento breve de coragem, falamos tudo aquilo que deveríamos ter dito... e que SE ditos na hora certa talvez destruissem possibilidades de certos problemas virem a aparecer. Mas de nada adianta... chorar pelo leite derramado e pedir desculpas pelos erros que já não importam mais. São só soluções para amores mal resolvidos, nunca mudarão nada que possa vir.
Sejamos fortes, novo ano, novas dúvidas, novas angústias... e novos ânimos!
Sejamos fortes e tenhamos sorte!
((uma homenagem à primeira conversa de pai para filho que tive na vida com o dito cujo em todos esses anos de vida))
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
E dizer que eu saí, inesperavelmente, com as pessoas mais improváveis possíveis, e me diverti de forma descomunal.
Virei o ano, diferentemente do ano passado, feliz e festejando... e sabendo que dessa vez vai ser mais difícil o caminho devido a alguns imprevistos e erros de trajeto, mas que depois de ter sobrevivido a 3 dias alcoolizado e vomitando tudo que comia, eu posso passar por problemas bem maiores sem quase nenhum sufoco.
Hora de arrumar algumas soluções para problemas que, dessa vez, virão COM CERTEZA... e precisarei estar preparado pra isso.
E tentando me recompor depois de diversas problemas recem-ocorridos. E tentando esquecer alguns deles por já não importarem mais.
E pensando naqueles beijos que poderiam se repetir a qualquer instante, pq eu não cansaria deles nunca. E pensando naquilo que um dia chamei de familia, mas que agora desfalcada está. E pensando no quanto eu bebi a mais do que meu corpo suportava.
Mas eu vi os fogos, e eles reluziam e refletiam no mar. E eu, admirado, enchia a cara com novos camaradas ((mesmo sentindo falta de alguns outros, e de um em especial)), e gritava e chamava atenção, e vomitava, e dessa vez estava embalado por outros ritmos, mas nada de melancolia.... e eu adorei isso tudo, e repetiria, e tentaria levar mais pessoas junto, mesmo que tivesse outras opções ((as quais também relevaria e pensaria no caso em questão)).
Primeiro dia do ano... e por mais que tenha sido um ano brilhante, cheio de coisas boas ((exatamente aquelas do Prelúdio Inevitável)), continuou sendo um ano igual aos outros.
Um dia eles vão ser melhores, eu garanto.
Boas-vindas ao novo ano a todos vocês, e ignorem a minha falta de inspiração pra tal dia especial... e ignorem tbm o fato que eu sigo dizendo que são anos iguais. Mas podem anotar: 2008 vai terminar bem melhor, e eu quero registrar isso tudo pra que vcs vejam que não estou mentindo.
Fortes abraços a todos, muita paz, amor e compreensão.
Até!
Virei o ano, diferentemente do ano passado, feliz e festejando... e sabendo que dessa vez vai ser mais difícil o caminho devido a alguns imprevistos e erros de trajeto, mas que depois de ter sobrevivido a 3 dias alcoolizado e vomitando tudo que comia, eu posso passar por problemas bem maiores sem quase nenhum sufoco.
Hora de arrumar algumas soluções para problemas que, dessa vez, virão COM CERTEZA... e precisarei estar preparado pra isso.
E tentando me recompor depois de diversas problemas recem-ocorridos. E tentando esquecer alguns deles por já não importarem mais.
E pensando naqueles beijos que poderiam se repetir a qualquer instante, pq eu não cansaria deles nunca. E pensando naquilo que um dia chamei de familia, mas que agora desfalcada está. E pensando no quanto eu bebi a mais do que meu corpo suportava.
Mas eu vi os fogos, e eles reluziam e refletiam no mar. E eu, admirado, enchia a cara com novos camaradas ((mesmo sentindo falta de alguns outros, e de um em especial)), e gritava e chamava atenção, e vomitava, e dessa vez estava embalado por outros ritmos, mas nada de melancolia.... e eu adorei isso tudo, e repetiria, e tentaria levar mais pessoas junto, mesmo que tivesse outras opções ((as quais também relevaria e pensaria no caso em questão)).
Primeiro dia do ano... e por mais que tenha sido um ano brilhante, cheio de coisas boas ((exatamente aquelas do Prelúdio Inevitável)), continuou sendo um ano igual aos outros.
Um dia eles vão ser melhores, eu garanto.
Boas-vindas ao novo ano a todos vocês, e ignorem a minha falta de inspiração pra tal dia especial... e ignorem tbm o fato que eu sigo dizendo que são anos iguais. Mas podem anotar: 2008 vai terminar bem melhor, e eu quero registrar isso tudo pra que vcs vejam que não estou mentindo.
Fortes abraços a todos, muita paz, amor e compreensão.
Até!
sábado, 22 de dezembro de 2007
Diarios de Bordo e alguns pensamentos...
17.12.2007
Estou no terminal rodoviario da highland, dentro do onibus do que me levará até parte do meu destino final, (final? aaahn, por hora sim)
viagem esperada, mais do que isso, planejada, nos minimos detalhes, por 5 minutos mantive meu olhar fixo na bandeira do meu estado que balançava inquietamente do outro lado do terminal rodoviário, sentindo o vento a leste, que me empurrava de volta pra casa, mas não me movi, só observei, enquanto concretizava o que era pra ser feito, viagem cansativa, o ar-condicionado do onibus não chegava no assento 43, e a temperatura interna do veiculo quase atingia o mesmo numero do meu banco (43, né idiota!) prefiri durmir, na verdade, era melhor fechar os olhos, do que ver as ruas passando por mim, sem previsão de quando iria reve-las, as lembranças das noites insanas, e caminhadas longas pelo caminho, que agora fazia de onibus, me saciavam, antes mesmo de sairmos dos dominios de Caxias do Sul, as pessoas já haviam se enturmado, e começado a reclamar de qualquer coisa que não os satisfazessem, o filme legendado, o ar-frio demais, a falta desse ar-frio no fundo do onibus, a CPMF, o recheio do pastel da rodoviaria, enfim, reclamavam de tudo, minhas primeiras palavras foram: -você tem 15 minutos, aproveite-os. disse isso pruma garota com cara de tédio, as 23:45 quando paramos em curitiba, na verdade minhas paradas resumiam-se em uma sfiha, coca, coca-cola e 4 cigarros, enquanto consumia esses produtos, escrevia o que escrevo aqui, agora.
18.12.2007
Depois de algumas horas em São Paulo, estou prestes a partir, minhas mandibulas tremem, minha lingua não sente os sabores, pela primeira vez, algumas coisas perderam a graça, e num flashback constante, as coisas que fiz no fim de semana que precedeu essa terça-feira vem a minha mente, de certa forma isso ameniza a minha indignação comigo mesmo, paralelamente a isso, olho toda essa multidão, e imagino pr'onde estão indo, porque estão indo, e porque não ficam, faz uma hora que estou sentado do outro lado das plataformas, da paltaforma 67, o chafariz atrás de mim, quase me molha, e isso me parece ironico, centenas de malas, bolsas e afins, aguardam meu onibus, e eu aqui, com minha velha e guerreira mochila, não preciso mais do que isso... será que não? se não precisasse mais do que uma mochila, não estaria aqui agora, escrevo pra organizar meus pensamentos, mas mesmo usando esse artificio, tenho certeza de pouca coisa, as coisas poderiam ser fáceis, como nas musicas, junkiemovies, e afins, será que chega uma hora, na vida de todo mundo, que precisamos deixar de viver num clip, ou parar de encenar overdoses, pra tomarmos decisões dificeis? Ninguem me dará essa resposta, ninguem tem essa resposta...
O nome da viação proprietaria do onibus que me levará ao sertão, é NOVO HORIZONTE, aproveitando esse nome ridiculo, eu lembro novamente à mim mesmo, que meus horizontes não mudaram, nem mudarão, afinal, promessas são promessas, e sempre temos as opções, podemos quebrar essas promessas, ou trava-las de forma que sejam cumpridas, basta escolher, e quando se tem coragem para escolher tudo que sempre se quis, é preciso sacrificar algo, se afastar, de certo modo, morrer, eu tive coragem, e o mundo sempre me pareceu um patrimonio agradavel, em alguns momentos, eu declinei nessas decisões, pensei em nem vir, é óbvio que eu prefiro caminhar 10Km, num domingo de manhã, voltando de um sitio qualquer, de uma festa qualquer, depois de dizer coisas legais, pr'alguem mais legal ainda, mas, tenho todo tempo do mundo, e o tempo... passa rápido.
19.12.2007
Depóis de 49 horas, cheguei ao sertão, e isso não me inspira muito a escrever...
beijo pro meu pai, pra minha mãe, especialmente pra você *-*
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Prestes a partir...
mas antes devo dizer que, temporariamente eu estarei fora desse lugar, estou viajando com meus pertences, indo pra não sei onde, em busca de algo que desejo, na verdade não é o meu desejo mais profundo estar lá, mas pra tal desejo se realizar, devo passar em lugares um tanto quanto peculiares, Cabral passou por aqui enquanto seguia o desejo de achar as indias, mas creio que encontrarei menos ouro e gente burra que troque esmeralda por pasta de amendoim, do que aquele mercante filhodaputa. Se acreditasse nisso diria que Deus quis assim, mas digo que a escolha foi minha, e devo segui-la, pode ser o fim, pode ser a morte, e o dia da morte é um dia muito divertido pra ficar trancado dentro de minha casa, fim implica, posterior começo, e morte implica volta, meus caros, entendam que estou a caminho do começo, e prestes a voltar, não posso fugir do que eu mesmo traçei pra mim, então mostrarei a eles, o tilintar das espadas, o brilho de minha pistola, e a sombra de minha bandeira, bandeira essa que terei que erguer sozinho, pelo menos desta vez, a caminho do fim, e morrendo, as coisas no inferno são mais fortes, e tem mais gosto de vida. Sigam meus caros, o horizonte ainda está muito distante pra voces, e eu estou a todo pano em busca do meu.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
prevenção contra o google O_o
Já que o orkut vai ser deletado, vou postar o meu 'quem sou eu:' atual, aqui...
'Então eu parei, o mar parecia gelado, e me faltou vontade de pular da prancha, os meus amigos estavam no calabouço, e nada podiam fazer pra me ajudar, era hora de tomar minhas decisões sozinho, a ilha mais próxima estava distante, seria impossivel nadar até lá, o mar estava realmente gelado, sentia a brisa fria batendo no meu rosto, e o vento congelante esfriar meu suor, me restavam duas balas no revólver, tomar o poder do meu barco novamente, nem me passou pela cabeça, seria loucura tentar render os invasores, então olhei para o mastro, vi minha bandeira sendo agitada pelo vento, saquei minha arma e atirei na prancha, cai no mar, e me agarrei ao pedaço de madeira, dois dias e duas noites se passaram, e eu estava em terra firme, longe dos meus amigos, e de tudo o que não desejava me afastar, mas eu quis assim, eu não tive coragem de ficar e lutar pelo que era meu, não tive coragem de arriscar perder tudo, pra poder ter tudo, então eu pulei, e hoje vejo, de nada adiantou, novamente estou numa prancha, e o mar está frio...'
só depende de nós.
'Então eu parei, o mar parecia gelado, e me faltou vontade de pular da prancha, os meus amigos estavam no calabouço, e nada podiam fazer pra me ajudar, era hora de tomar minhas decisões sozinho, a ilha mais próxima estava distante, seria impossivel nadar até lá, o mar estava realmente gelado, sentia a brisa fria batendo no meu rosto, e o vento congelante esfriar meu suor, me restavam duas balas no revólver, tomar o poder do meu barco novamente, nem me passou pela cabeça, seria loucura tentar render os invasores, então olhei para o mastro, vi minha bandeira sendo agitada pelo vento, saquei minha arma e atirei na prancha, cai no mar, e me agarrei ao pedaço de madeira, dois dias e duas noites se passaram, e eu estava em terra firme, longe dos meus amigos, e de tudo o que não desejava me afastar, mas eu quis assim, eu não tive coragem de ficar e lutar pelo que era meu, não tive coragem de arriscar perder tudo, pra poder ter tudo, então eu pulei, e hoje vejo, de nada adiantou, novamente estou numa prancha, e o mar está frio...'
só depende de nós.
E o bipe do messenger...
Não me mostra nada além do fato de que o tempo está passando... e palavras vão sendo proferidas do outro lado da tela mágica... sendo proferidas e mal digeridas!
Não preciso entender, e nem quero. Ele também não precisa, e com certeza não quer. Mas e agora?
Seis semanas rapidamente se transformam em uma, e parece que estou na reta final para curtir cada segundo, pois algo dentro de mim me diz que é a ÚLTIMA SEMANA... os últimos goles de rum bebidos juntos, os últimos de vinho... os últimos sonhos na padaria perto da rodoviária... as ultimas tardes sentados no topo do Calvário, apenas assistindo o MOVIMENTO lá embaixo... e as últimas mini coca-colas de cinquüenta centavos daquela outra padaria, a do Mainstream da Higher Land.
Pode ser a ultima vez que cantemos Libertines juntos, e a ultima que possamos nos abraçar e chorar e dizer que o mundo é uma merda... e a ultima vez que eu tenha a quem pedir dinheiro emprestado, ou arrastar até a parada de onibus...
pode ser a ultima vez de tudo
e eu simplesmente nao posso e nem tenho como entender esse tipo de coisa
um ano acabando
e por mais que eu queria ver tudo na boa
não vai ser possível
não dessa vez
...
Não preciso entender, e nem quero. Ele também não precisa, e com certeza não quer. Mas e agora?
Seis semanas rapidamente se transformam em uma, e parece que estou na reta final para curtir cada segundo, pois algo dentro de mim me diz que é a ÚLTIMA SEMANA... os últimos goles de rum bebidos juntos, os últimos de vinho... os últimos sonhos na padaria perto da rodoviária... as ultimas tardes sentados no topo do Calvário, apenas assistindo o MOVIMENTO lá embaixo... e as últimas mini coca-colas de cinquüenta centavos daquela outra padaria, a do Mainstream da Higher Land.
Pode ser a ultima vez que cantemos Libertines juntos, e a ultima que possamos nos abraçar e chorar e dizer que o mundo é uma merda... e a ultima vez que eu tenha a quem pedir dinheiro emprestado, ou arrastar até a parada de onibus...
pode ser a ultima vez de tudo
e eu simplesmente nao posso e nem tenho como entender esse tipo de coisa
um ano acabando
e por mais que eu queria ver tudo na boa
não vai ser possível
não dessa vez
...
Rehab?
Os dias não páram enquanto preparo minha postagem de fim de ano, e alguns acontecimentos merecem ser postados enquanto ainda estão ocorrendo, um deles é a recaída do meu chefe, desde sabado que ele não aparece no trabalho, e faz 15 minutos que não o vejo, ontem, dia 4 de dezembro, por volta das 22:30, ele me ligou, seu tom de voz estava estranho, mas ele parecia bem, pediu que eu fosse até o morro do calvário (ponto turistico da cidade), no mesma hora coloquei uma jaqueta, e sai de casa, deixando o computador ligado e pessoas falando comigo no msn, chegando lá, entrei no carro, e sem dizer uma palavra, saimos as voltas, percebi que havia algo errado, senti o cheiro forte de cerveja e cocaina no interior do veiculo, quebrei o silencio, fiz um resumo do dia no trabalho, afim de mostrar, que pelo menos lá, tudo estava bem, conversamos um pouco sobre isso, e depois indaguei: "tu não devia estar em curitiba agora?"
ele retrucou: "devia, mas..." notei a expressão de indignação consigo mesmo, ainda havia latas de skol atrás do banco, 5 delas, isso implicava que ainda havia cocaina escondida em algum lugar do carro, na verdade ele não precisava de alguem que lhe dissesse algo, não precisava de conselhos, e muito menos de alguem que quisesse cheirar com ele, por isso eu estava lá, na verdade, pessoas que tem o hábito de usar essa droga, as vezes só precisam estar com alguem, palavras e textos decorados são dispensáveis, afinal elas não tem poder sobre o efeito que uma grama faz...
pouco tempo depois, a cerveja e a cocaina tinham acabado, e o sol ainda demoraria a nascer, uma fina garoa caia sobra o para-brisa do carro, e os limpadores estavam desativados, o ronco forte do motor era maior que o barulho da chuva, e só nós estavamos na rua nessa madrugada de quarta-feira, paramos no mesmo lugar que estávamos no inicio, e lá ficamos, em silêncio, e agora com uma indignação mútua, as 7:00 cheguei em casa, e depois de um tempo deitado eu durmi, acordei ao meio dia, almoçei e fui trabalhar, lá nos encontramos novamente, e passamos a tarde fumando cigarros e tomando chimarrão, creio que as coisas ficarão bem, ele não pode voltar voltar ao rehab, não agora.
ele retrucou: "devia, mas..." notei a expressão de indignação consigo mesmo, ainda havia latas de skol atrás do banco, 5 delas, isso implicava que ainda havia cocaina escondida em algum lugar do carro, na verdade ele não precisava de alguem que lhe dissesse algo, não precisava de conselhos, e muito menos de alguem que quisesse cheirar com ele, por isso eu estava lá, na verdade, pessoas que tem o hábito de usar essa droga, as vezes só precisam estar com alguem, palavras e textos decorados são dispensáveis, afinal elas não tem poder sobre o efeito que uma grama faz...
pouco tempo depois, a cerveja e a cocaina tinham acabado, e o sol ainda demoraria a nascer, uma fina garoa caia sobra o para-brisa do carro, e os limpadores estavam desativados, o ronco forte do motor era maior que o barulho da chuva, e só nós estavamos na rua nessa madrugada de quarta-feira, paramos no mesmo lugar que estávamos no inicio, e lá ficamos, em silêncio, e agora com uma indignação mútua, as 7:00 cheguei em casa, e depois de um tempo deitado eu durmi, acordei ao meio dia, almoçei e fui trabalhar, lá nos encontramos novamente, e passamos a tarde fumando cigarros e tomando chimarrão, creio que as coisas ficarão bem, ele não pode voltar voltar ao rehab, não agora.
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